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30 de agosto de 2011

A origem

Queridos, vejam o texto que extraímos de um dos capítulos do livro Tratado de Yôga do DeRose.

Certa vez um famoso bailarino improvisou alguns movimentos instintivos, porém, extremamente sofisticados graças ao seu virtuosismo e, por isso mesmo, lindíssimos. Essa linguagem corporal não era propriamente um ballet, mas, inegavelmente, havia sido inspirada na dança. A arrebatadora beleza da técnica emocionava a quantos assistiam à sua expressividade e as pessoas pediam que o bailarino lhes ensinasse sua arte. Ele assim o fez. No início, o método não tinha nome. Era algo espontâneo, que vinha de dentro, e só encontrava eco no coração daqueles que também haviam nascido com o galardão de uma sensibilidade mais apurada. Os anos foram-se passando e o grande bailarino conseguiu transmitir boa parte do seu conhecimento. Até que um dia, muito tempo depois, o Mestre passou para os planos invisíveis. Sua arte, no entanto, não morreu. Os discípulos mais leais preservaram-na intacta e assumiram a missão de retransmiti-la. Os pupilos dessa nova geração compreenderam a importância de tornar-se também instrutores e de não modificar, não alterar nada do ensinamento genial do primeiro Mentor. Em algum momento na História essa arte ganhou o nome de integridade, integração, união: em sânscrito, Yôga! Seu fundador ingressou na mitologia com o nome de Shiva e com o título de Natarája, Rei dos Bailarinos.

Sempre que leio este texto do DeRose, me transporto automaticamente à Índia milenar e imagino o Natarája fazendo sua prática, treinando mesmo. A imagem que vem a minha mente, sempre me arrebata alguma emoção, como admiração, entusiasmo e, principalmente, bháva (profundo sentimento, intenção, atitude interior, e não por acaso, outro nome de Shiva).

Se gostou, leia todo o capítulo: O que é o Yôga? e de preferencia o livro todo.

Instrutor Federico Giordano


26 de julho de 2011

O poder da palavra

Dentro da Nossa Cultura, brincamos dizendo uns para os outros “palavra é mantra”. Essa frase é apenas uma brincadeira didática que utilizamos para relembrarmo-nos constantemente que, se damos a nossa palavra, devemos cumpri-la nem que o mundo desabe. Isso partindo do princípio que ninguém nos obriga a dá-la.

De acordo com a nossa ética comportamental, consideramos muito importante que ao comprometermo-nos com alguém em determinada questão, devemos fazer até o impossível para cumprirmos com aquilo com o que nos comprometemos. Nós, latino-americanos, geralmente temos o mau hábito de declarar uma coisa e fazer outra. Precisamos nos autossuperar em prol da nossa boa imagem, reputação e credibilidade. Afinal, ninguém acredita, nem escolhe para compartilhar a vida, alguém que minta ou engane, mesmo sem que essa seja a verdadeira intenção da pessoa.

Reconfortante é saber que quando cumprimos o tempo todo com nossos compromissos, o mundo nos abre as portas. As pessoas reparam nessa qualidade e começam a acreditar muito mais em nós. Isso é tão impressionante que quando conquistamos a reputação de pessoas confiáveis, mesmo se um dia não conseguimos cumprir com nosso compromisso, as pessoas automaticamente pensaram que alguma coisa nos aconteceu e, certamente, terão muito mais tolerância por se tratar de nós.

Além de reforçar nossa imagem perante os outros, termos palavra reforça nossa credibilidade com quem mais importa: nós mesmos. O fato de acreditarmos mais em nós mesmos aumenta enormemente a nossa autoestima e força de vontade.

Esperamos que todos os adeptos e simpatizantes da nossa proposta cultural abracem este poderoso conceito e usufruam das regalias de uma boa reputação.

Saudações do

Instrutor Federico Giordano



19 de julho de 2011

Escolhendo emoções

Recentemente, encontrei por acaso um texto que não lia há muito tempo. O texto se chama: O ego e o Dakchinacharatántrika-Nírishwarasámkhya.

Essa escritura é altamente esclarecedora sobre como lidar com o ego, dentro da nossa cultura. Do texto original, extrai um quadro no qual aparecem na coluna da esquerda, uma série de emoções negativas e na coluna da direita, as emoções positivas, as quais poderiam substituir as da esquerda.

A seguir, o mencionado quadro, e depois um parágrafo do texto original. Tanto o quadro quanto o último parágrafo foram escritos pelo Comendador DeRose.


Negativo
(no lugar de:)

Positivo
(utilize:)

paixão

Amor

ciúme

Zelo

luxúria

Erotismo

ódio

Raiva

vaidade

Orgulho

cobiça

Ambição

inveja

Admiração

medo

Precaução

violência

Agressividade

franqueza

Sinceridade

opulência

prosperidade

hipocrisia

diplomacia

anarquia

liberdade

repressão

disciplina

crítica

sugestão

reclamação

colaboração


Sim, a coluna da direita apresenta alguns sentimentos que nossa cultura judaico-cristã considera depreciativamente. Contudo, a raiva constrói. A agressividade educada conduz à vitória. Dessa forma, eliminando o ego, o erotismo, a raiva, o orgulho, a ambição, a agressividade, todos os tratores do sucesso são igualmente eliminados. Parágrafo e quadro escritos pelo DeRose.

Instrutor Federico Giordano


12 de julho de 2011

Tapas – a oitava norma ética na linha Shakta

A palavra tapas provém do idioma sânscrito e significa autossuperação. Tapas constitui a oitava norma de conduta do Código de Ética do Yôga. Também é considerada a disciplina que respalda o cumprimento dos demais princípios éticos.

Geralmente, adeptos a correntes mais rígidas, poderão entender tapas como austeridade, no sentido de penitência e mortificação, o qual nada tem a ver com a proposta original, da qual falaremos mais adiante. Acredito que esta divergência ocorre pelo fato de vivermos num mundo constituído quase totalmente por sociedades patriarcais. Neste tipo de sociedades o individuo não é valorizado, mas o Estado é. Este sistema comportamental possui caraterísticas bélicas, restritivas e severas que embrutecem o individuo médio, destituindo-o de boa parte da sua criatividade e sensibilidade artística. Certamente, se a sociedade fosse matriarcal, o número de artistas seria centenas de vezes maior e, provavelmente, não haveria guerras.

Já nas culturas matriarcais, onde o individuo é valorizado, onde se estimula a criatividade e a sensibilidade é celebrada a autossuperação é diferente. Ela é promovida pelo desejo genuíno de se melhorar a sim mesmo, em todas as circunstâncias, porém sem se violentar. Isto pode nos resultar difícil, já que a maioria teve uma educação patriarcal e para piorar, estamos inseridos numa sociedade com essa estrutura, a qual exige de nós um determinado comportamento. A forma de entendermos melhor a autossuperação, bem como toda nossa proposta cultural e se formatando a se mesmo e convivendo mais com as pessoas que aderiram a este modelo comportamental diferente, principalmente, com o DeRose e a Fernanda, que são sem dúvidas, o melhor exemplo que temos.

Acredito que a pesar de nos encontrarmos há anos luz de chegar numa realidade matriarcal como sociedade, as coisas estão mudando. Hoje em dia, cada vez mais mulheres são melhores empresarias, motoristas, profissionais, cientistas, políticas, professoras, etc. do que os homens. Mas para esta mudança ocorrer é necessário que muito mais mulheres sejam extremamente bem sucedidas e deem um bom exemplo de liderança em todas as circunstâncias da vida.


Instrutor Federico Giordano



Cleopatra, umas das mulhers mais poderosas da historia

21 de abril de 2011

A vida é linda (para não dizer, que não falamos de amor :)

"A vida é linda quando se tem alguém ao lado, a quem se possa amar de verdade, sem reservas, entregando-se
totalmente de corpo e alma, Alguém a quem possamos ofertar nossa vida, nosso coração palpitando de.
emoção. Alguém a quem possamos fazer pújá com as nossas lágrimas de felicidade e com as de dor. Alguém
com quem possamos repartir o sofrimento, a solidão, o desespero, mas também as glórias de uma missão
realizada lado a lado, de mãos dadas...
 
Pense bem: que lindo poder ter o privilégio de ser o(a) escolhido(a) entre milhares, entre milhões de pessoas, para viver momentos de paz e amor ao lado de alguém e, repetidas vezes pela vida a fora, dissolverem-se ambos em êxtases de gozo supremo, somente atingível com a pessoa amada! E, ano após ano de prazer, felicidade e realização pessoal, ter a alegria de envelhecer ao lado da pessoa certa! Sem, jamais, se arrepender pelo que deixou de fazer - não há pior remorso que esse ...
 
... E depois, juntos, marcarem a Humanidade e o Universo com a força gerada nos seus atos de amor.
 
Para alguns a vida nem sequer ofereceu a oportunidade de um grande amor, um amor alquímico, capaz de transmutar a vidinha medíocre em uma vida brilhante, de ouro puro. Para outras, a chance foi oferecida, mas deixaram-na escapar por entre os dedos, na ilusão adolescente de que a juventude nunca se acabaria.
 
Você já imaginou que podemos morrer amanhã ? Você partiria satisfeito(a) por ter feito tudo o que desejava, por ter já vivido a SUA vida ?
 
Se um cometa pode acabar com a Terra a qualquer instante, eu quero viver e compartilhar esse tempo que me resta com quem eu amo.
 
Se o holocausto nuclear (ou qualquer outro) é uma realidade que nos espreita a cada alvorada, eu quero depositar o meu fervor no ventre da minha amada, como uma prece diária, reverente, até o dia do Juízo Final.
 
Se todas as profecias do bom-senso nos advertem para o fato inegável de que a vida pode se extinguir a qualquer momento, vencida pela constante conspiração de hordas de potenciais doenças, acidentes e crimes, então eu quero fazer do tempo que ainda me resta algo que me permitirá partir em paz: se não posso fazer toda a Humanidade feliz, quero fazer feliz uma pessoa, a partícula da Humanidade que está mais próxima de mim. Quero que essa seja a minha mais nobre razão para estar vivo"
 
Filósofo DeRose
 
Revista Mestre DeRose - Yôga Review, Ano 2, Número 6, pág. 59