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10 de novembro de 2011

O poder do sorriso


Um estudo analisou o sorriso dos estudantes no álbum escolar e os acompanhou por vários anos. Medindo a largura do sorriso de cada um, os cientistas conseguiram prever quão inspirador eles seriam para outros, como seriam seus relacionamentos e se teriam ou não sucesso em suas vidas.
Em outra pesquisa, foram observadas figurinhas de jogadores de baseball e os pesquisadores descobriram que jogadores que não sorriam nas fotos viviam em média 70 anos e os que sorriam a média passava de 80 anos.
O sorriso é comum em todo o mundo. Todas as comunidades, por mais isoladas que sejam, sorriem para expressar felicidade e satisfação. Os bebês no ventre das mães já sorriem  e  o fazem pelo resto da vida, é algo natural de todo ser humano.
Segundo Charles Darwin, apenas simulando uma emoção ela será despertada na nossa mente, ou seja, mesmo que o sorriso não seja verdadeiro, ele passara um comando para nosso cérebro de bem estar, felicidade e satisfação.
Sorrir nos deixa mais saudável, pois diminui o nível de stress e produz mais endorfina.  Também faz você parecer melhor para os outros e passa uma impressão de alguém agradável, cortês e até mais competente.
Madre Teresa disse “eu nunca vou entender todo o bem que um simples sorriso pode conquistar”. E isso me fez lembrar de santôsha (contentamento), como um simples sorriso pode melhorar a nossa vida e a vida de quem está ao nosso redor. Não custa nada tentar!

Yôginí Anna Gonçalves


8 de novembro de 2011

A tão procurada felicidade...




Segundo o dicionário Michaelis felicidade designa o estado de quem é feliz; bem-estar, contentamento; bom êxito. Alguns passam a vida em uma busca infinita a esse tesouro perdido, mas esquecem que não existe um caminho para a felicidade, ela é o caminho  (Mahatma Gandhi). Isso nos faz lembrar da sétima norma ética: santôsha. O aprimoramento pelo santôsha significa cultivar a arte de extrair contentamento de todas as situações. Isto é, o contentamento deve estar dentro de nós,  independente da situação, lugar, companhia etc.  Dificuldades fazem parte da vida e sem elas não seria possível evoluir e nos tornarmos pessoas melhores. Exercendo santôsha poderemos passar por "experiências ruins" de forma mais sutil, pois o contentamento estará dentro de nós.
Seguem trechos de um texto que retrata muito bem esse tema:
"Palco da vida
... Ser feliz não é ter um céu sem tempestade, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem desilusões.
Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.
Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza. Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos. Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da  própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
... Pedras no caminho? Guardo todas... Um dia vou construir um castelo!"
Fernando Pessoa

Busque exercer santôsha no seu dia-a-dia!

* Para saber mais sobre santôsha, leia o Código de Ética do Mestre DeRose.                                                    

Yôginí Anna Gonçalves

4 de novembro de 2011

Cada cabeça, uma sentença

Vemos o mundo pelos nossos olhos, ou pelo menos acreditamos desta forma. Assim, a medida do Universo é a nossa medida, porém o que é certo para nós, não é necessariamente certo para o outro, criando uma das primeiras dualidades, a partir do conflito entre o "eu" e o "você".

Existe uma certa simplicidade maligna, no isolamento auto-imposto a que se sujeitam os sadhús, pois tal condição os priva deste "outro", que se por um lado é uma fonte de conflitos, que se extendem de discussões domésticas, a cobranças diárias no trabalho, este elemento também é  uma fonte insuspeita de evolução pessoal, caso haja lucidez suficiente dentro do "eu".

De fato, sem a existência do mundo externo (cujo "outro" é um representante direto), extinguem-se muitos dos assim chamados "problemas", porém cessam também as oportunidades de crescimento, que residem dentro de cada uma destas mesmas situações. O cliente não gostou do resultado de um projeto? Aperfeiçoe, aproveite o "feedback". Seus familiares não entendem suas escolhas? Dialogue mais, procure outras maneiras de explicar, e procure um entendimento.

Evitar o conflito é uma atitude cômoda, porém imatura, enfrentá-la de frente pode ser uma solução, em certos casos, mas em todos eles, a melhor posição é a intenção de extrair um aprendizado, independente da complexidade envolvida. Afinal de contas, melhor do que não ter nenhum "problema/conflito", é a sensação de quase êxtase, que surge após a resolução destas situações, ou seja, para todo esforço, sempre há uma recompensa, mas se souber como se portar perante determinados eventos, ela certamente, virá mais rápido.

Um abraço, Alexandre Tutida

Para ilustrar mais, leia: "Quando é preciso ser forte", do Escritor DeROSE

16 de setembro de 2011

Uns se sentam e choram, outros se levantam e fazem. (DeRose)


“As pessoas podem ser divididas em três grupos: as que fazem as coisas acontecerem; as que olham as coisas acontecendo; e as que ficam se perguntando o que foi que aconteceu.” Jackson Brown



Pela yôginí Anna Gonçalves

11 de setembro de 2011

A mecânica das Emoções



Já em textos publicados anteriormente nos apercebemos que a qualidade das nossas vidas é ditada, em grande parte, pela nossa capacidade de gerir as Emoções.
Assim sendo, o que influi, então, no nosso estado emocional e que faz com que, perante os mesmos estímulos exteriores, diferentes pessoas sintam emoções distintas?
O que faz com que um músico, que tenha ensaiado uma peça diversas vezes e a toque na perfeição quando ninguém está a assistir, perante uma plateia não consiga uma atuação para além do razoável?
A explicação está no sistema de crenças, nos Condicionamentos (Vásanás) de cada um.
Segundo Mircea Eliade "A vida é uma contínua descarga de vásanás que se manifestam nos vrittis. Psicologicamente, a existência humana é uma incessante atualização do subconsciente, mediante 'experiências'. Os vásanás condicionam o caráter específico de cada indivíduo; tal condicionamento está de acordo com a herança e com a situação kármica do indivíduo."
Jóris Marengo, no seu artigo Condicionamentos – Uma Reflexão refere ainda que as emoções, mente e a intuição “são uma mera interpretação dos eventos e das formas animadas ou inanimadas à nossa volta, porque estão sob o domínio, a influência dos condicionamentos (vásanás), que manipulam nossos sentidos, criando, literalmente, uma visão pessoal, irreal do mundo.”
Não é, pois, a realidade efetiva que afeta o comportamento, mas sim a visão da realidade, modelada pelos vásanás de cada um. São os estados emocionais, a que nos permitimos perante essa realidade percebida, que vão determinar as escolhas que assumimos.
Necessitamos, então, de entender melhor qual a mecânica das emoções para termos o poder de mudar o nosso karma.
Assim, poderemos concluir que os estados emocionais são fruto da conjugação dos quatro seguintes aspectos principais:
  1. Vásanás – qual é o meu sistema de crenças e como isso influi na minha percepção da realidade;
  2. Fisiologia – como uso o meu corpo ao nível da respiração, postura, movimento;
  3. Localização da consciência – de que forma aquilo em que centro a minha atenção representa a expressão do que sinto;
  4. Linguagem/significado – como altero o significado das experiências que vivo com o verbalizar dessas experiências.
Com esta percepção verificamos que a chave para conquistar aquilo queremos, para termos o leme da gestão das nossas vidas, passará em muito pela capacidade de sabermos gerir os estados emocionais.
É fundamental compreendermos o estado emocional em que nos encontramos para conseguirmos modificá-lo e atingirmos efetivamente o alto desempenho, pois já compreendemos que o nosso comportamento não é mais que o resultado desse estado em que nos encontramos.
Se esse estado é influenciado pelas nossas representações internas, pelos nossos condicionamentos, e pela nossa fisiologia, então, é atuando sobre estes que conseguiremos conquistar o que nos propomos.
Assim, importa conhecer os mecanismos que nos vão permitir trabalhar os diversos aspectos dos nossos estados emocionais, quebrando padrões limitativos e promovendo em nós as mudanças e os estados necessários para evoluirmos e nos posicionarmos para a conquista do Sucesso.
É neste sentido que nossa cultura atua, como poderosa ferramenta de reprogramação emocional, impulsionadora de mudança, de condicionamento positivo, de evolução e de alto desempenho.

9 de setembro de 2011

A HORA DE MUDAR É AGORA



 “Não há nada que seja maior evidência de insanidade do que fazer a mesma coisa dia após dia e esperar resultados diferentes” essa frase de Albert Einstein nos remete a um importante conceito: karma. Se nada fazemos para mudar o rumo da nossa vida, ela continuará a mesma, não importa o quanto reclamarmos ou acharmos que tudo e todos estão contra nós.
Qualquer mudança, por menor que seja, já tem um efeito significativo no nosso karma, que nada mais é que uma lei de ação e reação, de causa e efeito. Também podemos definir karma como um destino maleável, que modificamos a cada minuto em virtude das nossas ações, palavras e pensamentos. Por esse motivo estamos o tempo todo a tecer nosso futuro imediato e distante. Caso queira ter uma larga expectativa de vida deve, desde já, adotar hábitos mais saudáveis, uma vida mais ativa e alegre.
Nossa cultura é uma das formas mais efetivas de mudança de karma pois, por ser uma proposta de reeducação comportamental, atua principalmente na boa qualidade de vida, boas maneiras, boas relações humanas, boa cultura, boa alimentação e boa forma, trazendo assim mudanças incríveis de atitude, hábitos e comportamento na vida do praticante.
Então, se você espera resultados diferentes, comece agora uma mudança na sua vida!

* Para saber mais sobre o tema não deixe de ler o livro Karma e Dharma do Mestre DeRose.

Yôginí Anna Gonçalves

2 de setembro de 2011

OS LAÇOS QUE NOS AFETAM


Os laços que nos afetam

Desde os primórdios vivemos em grupos e esse comportamento humano evidencia algumas características bastante relevantes da nossa espécie; entre elas, que somos seres sociais. Fomos projetados para viver em sociedade. Vivendo em sociedade, criamos laços com aqueles que nos cercam. Esses laços nos mostram outra característica inerente ao ser humano: influenciamos e somos influenciados. O que falamos e fazemos afeta as pessoas do nosso convívio e, da mesma forma, o que observamos e absorvemos interfere na nossa maneira de pensar e agir.

Esse círculo de influências gera redes, das quais passamos a fazer parte. Na Nossa Cultura conhecemos essas redes por egrégoras*. Outro fator que merece destaque no comportamento humano são as emoções, que podem ser extremamente contagiosas. Se por exemplo, fazemos parte de redes/egrégoras onde a felicidade impera, há uma enorme chance de também estarmos cada vez mais felizes, de atrairmos mais pessoas felizes para nosso entorno. Tudo isso, em última instância, contribuirá para nosso bem-estar. O contrário também pode acontecer. Estar vinculado a redes que cultivam hábitos e vícios comportamentais negativos acarretará em impactos negativos em nossas vidas.

Assim, esses laços que nos afetam estão diretamente ligados à nossa proposta cultural que é uma reeducação comportamental, que prima especialmente pelo bom relacionamento entre as pessoas.

Cultivar o bom relacionamento humano traz consigo a responsabilidade de observar mais atentamente que aprendemos pelo exemplo porque também somos observados, por isso se faz importante o convívio em sociedade. Aí temos a oportunidade de aparar nossas arestas, evoluirmos, sermos pessoas melhores, valorizando a individualidade, mas não o individualismo.

Como você tem agido ultimamente?

* Egrégora designa a força gerada pelo somatório de energias físicas, emocionais e mentais de duas ou mais pessoas, quando se reúnem com qualquer finalidade. Todos os agrupamentos humanos possuem suas egrégoras características: todas as empresas, clubes, religiões, famílias, partidos etc.


Texto enviado pela aluna (sádhaka) de Complementação Pedagógica: Luciana Kwok

15 de agosto de 2011

O que nos impede de atingir o Sucesso?


O que nos impede realmente de avançar, de agir, de nos tornarmos naquilo que ambicionamos?

O que faz com que alguém descontente com a sua vida não assuma nenhuma ação para a mudar?

Porque é que conhecemos tantas histórias de pessoas insatisfeitas com a sua profissão, com os seus relacionamentos, com o caminho que segue a sua vida e que se deixam permanecer nesse estado de passividade e de conformismo?

Várias respostas poderiam ser dadas a estas questões: falta de tempo, poucas oportunidades, incerteza, volatilidade do meio, apenas para nomear algumas... Mas na verdade, bem no âmago da questão, tudo se resume a uma palavra: MEDO.

“Medo de mudar. Medo do desconhecido. As pessoas não mudam de karma por medo”, diz DeRose em Karma e Dharma, transforme a sua vida.

Todos nós já vivenciamos o medo em algum momento das nossas vidas: o medo da rejeição e da crítica, o medo de falhar ou não ser suficiente, o medo de amar (e não ser amado), o medo de ficar sozinho, o medo do ridículo, o medo do desconhecido, até o próprio medo do sucesso (como aguentar a pressão de manter o padrão de sucesso e corresponder às expectativas com ele criadas?)...

O medo é uma emoção básica, que coloca o nosso organismo em sobre-alerta e o prepara para fugir e/ou defender-se perante a percepção de perigo. Desde os tempos primitivos que esse sistema de alerta permite aos seres humanos reagir perante os sinais de ameaças do meio, sendo por isso uma emoção muito respeitada e assumida pela sua capacidade de proteção.

Incorporada no inconsciente coletivo, verifica-se que “cada povo e cada pessoa se caracteriza por um tipo de medo o qual varia com o tempo e com o seu nível de conhecimentos.”

O perigo real ocorre quando observamos que o medo, para além de nos proteger, pode também destruir a nossa autoconfiança e imobilizar-nos, impedindo-nos de tomar uma ação efetiva rumo à concretização dos nossos objetivos.

Foi assim que ao longo dos séculos foi exercido o controlo dos povos, através da repressão gerada pelo semear do medo. Quer seja através do conceito do pecado e da punição no dia juízo final, introduzido pela Igreja, quer pelo receio de punições físicas (como aconteceu, por exemplo, em todos os regimes fascistas), a verdade é que o medo, enquanto emoção básica do ser humano, foi objeto de manipulação ao longo dos tempos, no sentido de criar sentimentos de culpa e de receio que controlassem os comportamentos dos indivíduos.

Os regimes mudaram. Vivemos, agora, numa sociedade de informação, mas continuamos a observar que muitos desses conceitos “manipulados” ficaram impregnados no inconsciente, continuando a dirigir as nossas percepções.

No entanto, como refere Pilar Jericó, “A base do medo é biológica, mas o conhecimento consegue reduzir as incertezas do meio e modular parte dos nossos temores.”

Então, importa compreendermos a origem não só do medo, mas das emoções em geral, para assim percebermos verdadeiramente quais são os estados emocionais que nos paralisam e os que nos tornam aptos a agir. Ao entendermos como podem ser deflagrados e utilizados em nosso proveito, temos em mãos o poder incrível de decidir quais os caminhos que iremos assumir e que ditarão a nossa realização pessoal, bem como demarcaremos com clareza a linha que separa a ação da paralisia, o sucesso do insucesso.



8 de agosto de 2011

Esclarecimentos sobre o tão violentado ahimsá


Na sexta-feira passada demos inicio a mais uma edição do Aprofundamento Filosófico, com uma aula aberta a todos os alunos de Alameda Campinas.

O tema desta aula inaugural foi o código de ética do yôgin, tendo sido lançado um desafio aos nossos alunos de praticar ahimsá (não agressão – primeira norma ética) durante 15 dias.

Tendo por hábito ler vários blogues de colegas e profissionais do Método, deparei-me com um texto super interessante do Professor Fábio Euksuzian que me pareceu apropriado compartilhar:


Esclarecimentos sobre o tão violentado ahimsá


Fotógrafo: Eduardo Euksuzian

A pior agressão é aquela que perpetramos a nós mesmos.

Culpa de Gandhi! Não, não é uma música de Gilberto Gil e seu bloco carnavalesco Filhos de Gandhi; é uma simples constatação de que o alicerce da opção do Mahatma de não entrar em conflito bélico com os britânicos para obter a independência da Índia em 1947 se tornou a coqueluche do momento. É, ele mesmo, o tão comentado ahimsá, termo sânscrito que significa literalmente não injuriar ou machucar. Tem sido bastante disseminado nas mais diferentes áreas do conhecimento humano. Mais do que nunca, o voto de ahimsá se faz imprescindível, sobretudo por estarmos vivendo em tempos que carregam nas brumas de seus amanhecer, a gélida lâmina da intolerância. No entanto, é preciso que entendamos um pouco melhor o conceito, até mesmo para aperfeiçoarmos a sua utilização prática.

Conta a lenda de que um monge chamado Bôddhi Dharma tinha que levar as bases do Hinduísmo para a China. Queria ele fazer a travessia sem proteção militar, pois monge que o era, havia feito voto de ahimsá; porém, foi convencido que isso seria suicídio. Gerou-se em um conflito filosófico: tinha que cumprir o seu dharma (dever social), mas não queria ser assassinado. Sentou-se de frente para uma imagem de Shiva e permaneceu lá por semanas, sem sair do lugar, até que em dado momento a imagem se “desprende” e inicia uma dança, prontamente copiada pelo monge. Nas entrelinhas da dança, o monge estava aprendendo a se defender por meio de movimentos sutis, porém bastante eficientes. E então sentiu-se pronto para a peregrinação. Foi, e ao chegar ao seu destino, pessoas curiosas por ele ter conseguido a proeza da realização da caminhada sem armas, perguntaram à ele: como? E ele simplesmente, respondeu: de mãos vazias! O que mais tarde viria a designar o nome de uma difundida arte marcial, o karatê. Esta é uma das primeiras demonstrações de ahimsá que os carcomidos livros da história nos ensinam. Até o famoso Jiu-Jitsu (do qual sou praticante) nasceu de uma estória semelhante e também teve suas origens fundamentadas no conceito da não-violência. Por volta de 2500 a.C na Índia antiga, monges mercadores que precisavam constantemente atravessar as montanhas dos Himalayas eram freqüentemente assaltados pelos ladrões do deserto e como tinham dentro de seus princípios, a não utilização de armas, sentiram a necessidade de desenvolver técnicas de autodefesa e preservação, dando início assim a uma das mais eficazes e inteligentes artes que o mundo já conheceu. Interessante citar, a título de conhecimento e para reforçar o tema de nosso artigo de hoje, que o termojiu-jitsu, significa arte suave. Elucidativo, não?

Dentro do nosso combatido vegetarianismo, para dar um exemplo, oahimsá reforça a opção pessoal, visto que a compaixão para com os animais é uma das grandes razões que levam milhares de pessoas diariamente a seguir essa trilha. A não-violência, neste caso, ganha um tom ainda mais dramático (pois refere-se, em grande parte dos casos, à assassinatos completa e imensamente desnecessários), levada por exemplo, ao extremo por grande parte dos seguidores do jainismo, tradição religiosa hindu iniciada por Mahavira por volta do séc. VI a.C. A história nos conta que quando Alexandre, o Grande, invadiu a Índia em torno de 326 a.C, os jainas recusaram a se dirigir à ele enquanto não se despisse de sua armadura, o que para eles, era uma afronta a não-violência. Até hoje é possível vê-los caminhando pelas ruas com máscaras cirúrgicas (para não matar nenhum inseto com a respiração) e varrendo constantemente o chão à sua frente para não correrem o risco de esmagar qualquer tipo de vida; rejeitam vegetais arrancados pela raiz, pois isso causaria a morte de centenas de microorganismos que fazem destes alimentos suas casas. Isso sim é preocupação com qualquer tipo de vida que envolva o planeta!

Não obstante, devemos compreender que o voto de ahimsá não deve ficar limitado à esfera alimentícia e sim ser observado em todas as dimensões que compõe o que chamamos de ser racional. Em minha opinião, ahimsá é, antes de mais nada, um intenso treinamento de tapas, termo sânscrito que significa literalmente calor, arder, mas que comumente é traduzido como auto-superação, pois designa em um certo sentido, um controle sobre nossos condicionamentos. Por exemplo, desde crianças aprendemos, muito mais pela observação (e essa é uma das mais eficazes técnicas de ensino) que é normal e natural fofocar sobre a vida alheia, espargir maledicências sem necessidade, odiar o trabalho que nos dá sustento, reclamar o tempo todo de tudo e de todos, desejar que o outro esteja sempre um degrau abaixo de você, fazer mecanicamente o que não se gosta, e por final, aniquilar qualquer bichinho que cruze o nosso caminho (quem quando criança, nunca pisoteou uma formiga ou exterminou um tatu bola, simplesmente porque era o que todos faziam?). Enfim, todas as situações acima são graus diferentes da não observância de ahimsá. Portanto, para que o nosso voto seja realmente verdadeiro e transformador com relação aos animais, ele deve estar perpetrado amorficamente em nossos corações, sem qualquer restrição ou pré-conceitos, passando por pensamentos, palavras, ações e hábitos. Não pense que a tarefa é fácil, pois não é, e digo isso por experiência própria.

Permita-me escrever uma dica, algumas das que utilizo com meus alunos. Inicie a próxima semana com a idéia de aumentar a percepção com relação à violência presente em sua vida, seja ela qual for, física, mental, emocional, energética etc. Passe toda semana anotando as situações, que de uma forma ou de outra, lhe atrapalharam na disciplina do ahimsá. No final do período proposto, leia o que escreveu e escolha as que considera mais fáceis de se modificar, ou seja, aquelas nas quais provavelmente tenha agido por um impulso emocional, deixando outros atos de violência que já estão impregnados (hábitos) em você para serem resolvidos aos poucos, à medida que for sutilizando seu comportamento em pequenas ações (os pensamentos são mais difíceis e um dos conselhos é praticar meditação) do dia-a-dia.

Para terminarmos por esta edição: reflita sobre tudo aquilo que confronta os seus princípios e valores e saberá o que está lhe fazendo mal, ou de uma certa forma, quebrando o seu valioso pacto com nosso velho herói, o super ahimsá.




14 de julho de 2011

MENSAGEM A GARCIA




MENSAGEM A GARCIA
(texto de Elbert Hubbard, de 1899)
Em todo este caso cubano, um homem se destaca no horizonte de minha memória como o planeta Marte no seu periélio. Quando irrompeu a guerra entre a Espanha e os Estados Unidos, o que importava a estes era comunicar-se rapidamente com o chefe dos insurretos, Garcia, que se sabia encontrar-se em alguma fortaleza no interior do sertão cubano, mas sem que se pudesse precisar exatamente onde. Era impossível comunicar-se com ele pelo correio ou pelo telégrafo. No entanto, o Presidente tinha que tratar de assegurar-se da sua colaboração, e isto o quanto antes. Que fazer?
Alguém lembrou ao Presidente: “Há um homem chamado Rowan; e se alguma pessoa é capaz de encontrar Garcia, há de ser Rowan”.
Rowan foi trazido à presença do Presidente, que lhe confiou uma carta com a incumbência de entregá-la a Garcia. De como este homem, Rowan, tomou a carta, meteu-a num invólucro impermeável, amarrou-a sobre o peito, e, após quatro dias, saltou, de um barco sem coberta, alta noite, nas costas de Cuba; de como se embrenhou no sertão, para depois de três semanas, surgir do outro lado da ilha, tendo atravessado a pé um país hostil e entregando a carta a Garcia – são cousas que não vêm ao caso narrar aqui pormenorizadamente. O ponto que desejo frisar é este: Mac Kinley deu a Rowan uma carta para ser entregue a Garcia; Rowan pegou da carta e nem sequer perguntou: “Onde é que ele está?”.
Hosannah! Eis aí um homem cujo busto merecia ser fundido em bronze imarcescível e sua estátua colocada em cada escola do país. Não é de sabedoria livresca que a juventude precisa, nem instrução sobre isto ou aquilo. Precisa, sim, de um endurecimento das vértebras, para poder mostrar-se altivo no exercício de um cargo; para atuar com diligência, para dar conta do recado; para, em suma, levar uma mensagem a Garcia.
O General Garcia já não é deste mundo, mas há outros Garcias. A nenhum homem que se tenha empenhado em levar avante uma empresa, em que a ajuda de muitos se torne precisa, têm sido poupados momentos de verdadeiro desespero ante a imbecilidade de grande número de homens, ante a inabilidade ou falta de disposição de concentrar a mente numa determinada cousa e fazê-la.
Assistência irregular, desatenção tola, indiferença irritante e trabalho mal feito parecem ser a regra geral. Nenhum homem pode ser verdadeiramente bem sucedido, salvo se lançar mão de todos os meios ao seu alcance, quer da força, quer do suborno, para obrigar outros homens a ajudá-lo, a não ser que Deus Onipotente, na sua grande misericórdia, faça um milagre enviando-lhe como auxiliar um anjo de luz.
Leitor amigo, tu mesmo podes tirar a prova. Estás sentado no teu escritório, rodeado de meia dúzia de empregados. Pois bem, chama um deles e pede-lhe: “Queira ter a bondade de consultar a enciclopédia e de me fazer uma descrição sucinta da vida de Corrégio “.
Dar-se-á o caso do empregado dizer calmamente: “Sim, Senhor” e executar o que se lhe pediu?
Nada disso! Olhar-te-á perplexo e de soslaio para fazer uma ou mais das seguintes perguntas:
Quem é ele?
Que enciclopédia?
Onde é que está a enciclopédia? Fui eu acaso contratado para fazer isso ?
Não quer dizer Bismark?
E se Carlos o fizesse?
Já morreu?
Precisa disso com urgência?
Não será melhor que eu traga o livro para que o senhor mesmo procure o que quer?
Para que quer saber isso ?
E aposto dez contra um que, depois de haveres respondido a tais perguntas, e explicado a maneira de procurar os dados pedidos e a razão por que deles precisas, teu empregado irá pedir a um companheiro que o ajude a encontrar Garcia, e, depois voltará para te dizer que tal homem não existe. Evidentemente, pode ser que eu perca a aposta; mas, segundo a lei das médias, jogo na certa. Ora, se fores prudente, não te darás ao trabalho de explicar ao teu “ajudante” que Corrégio se escreve com “C” e não com “K “, mas limitar-te-ás a dizer meigamente, esboçando o melhor sorriso. “Não faz mal; não se incomode “, e, dito isto, levantar-te-ás e procurarás tu mesmo. E esta incapacidade de atuar independentemente, esta inépcia moral, esta invalidez da vontade, esta atrofia de disposição de solicitamente se pôr em campo e agir – são as cousas que recuam para um futuro tão remoto o advento do socialismo puro. Se os homens não tomam a iniciativa de agir em seu próprio proveito, que farão quando o resultado do seu esforço redundar em benefício de todos? Por enquanto parece que os homens ainda precisam de ser feitorados. O que mantém muito empregado no seu posto e o faz trabalhar é o medo de se não o fizer, ser despedido no, fim do mês. Anuncia precisar de um taquígrafo, e nove entre dez candidatos à vaga não saberão ortografar nem pontuar – e, o que é mais, pensam que não é necessário sabê-lo.
Poderá uma pessoa destas escrever uma carta a Garcia?
- Vê aquele guarda-livros?, dizia-me o chefe de uma grande, fábrica.
- Sim, que tem?
- É um excelente guarda-livros. Contudo, se eu o mandasse, fazer um recado, talvez se desobrigasse da incumbência a contento, mas também podia muito bem ser que no caminho entrasse em duas ou três casas de bebidas, e que, quando chegasse ao seu destino, já não se recordasse da incumbência que lhe fora dada .
Será possível confiar-se a um tal homem uma carta para entregá-la a Garcia?
Ultimamente temos ouvido muitas expressões sentimentais externando simpatia para com os pobres entes que mourejam de sol a sol, para com os infelizes desempregados à cata do trabalho honesto, e tudo isto, quase sempre, entremeado de muita palavra dura para com os homens que estão no poder.
Nada se diz do patrão que envelhece antes do tempo, num baldado esforço para induzir eternos desgostosos e descontentes a trabalhar conscienciosamente; nada se diz de sua longa e paciente procura de pessoal, que, no entanto, muitas vezes nada mais faz do que “matar o tempo”, logo que ele volta as costas. Não há empresa que não esteja despendindo pessoal que se mostre incapaz de zelar pelos seus interesses, a fim de substituílo por outro mais apto. E este processo de seleção por eliminação está se operando incessantemente, em tempos adversos, com a única diferença que, quando os tempos são maus e o trabalho escasseia, a seleção se faz mais escrupulosamente, pondo-se fora, para sempre, os incompetentes e os inaproveitáveis. É a lei da sobrevivência do mais apto. Cada patrão, no seu próprio interesse, trata somente de guardar os melhores – aqueles que podem levar uma mensagem a Garcia.
Conheço um homem de aptidões realmente brilhantes, mas sem a fibra precisa para gerir um negócio próprio e que ademais se torna completamente inútil para qualquer outra pessoa, devido à suspeita insana que constantemente abriga de que seu patrão o esteja oprimindo ou tencione oprimi-lo. Sem poder mandar, não tolera que alguém o mande. Se lhe fosse confiada uma mensagem a Garcia, retrucaria provavelmente: “Leve-a você mesmo”.
Hoje este homem perambula errante pelas ruas em busca de trabalho, em quase petição de miséria. No entanto, ninguém que o conheça se aventura a dar-lhe trabalho porque é a personificação do descontentamento e do espírito de réplica. Refratário a qualquer conselho ou admoestação, a única cousa capaz de nele produzir algum efeito seria um bom pontapé dado com a ponta de uma bota de número 42, sola grossa e bico largo.
Sei, não resta dúvida, que um indivíduo moralmente aleijado como este, não é menos digno de compaixão que um fisicamente aleijado. Entretanto, nesta demonstração de compaixão, vertamos também uma lágrima pelos homens que se esforçam por levar avante uma grande empresa, cujas horas de trabalho não estão limitadas pelo som do apito e cujos cabelos ficam prematuramente encanecidos na incessante luta em que estão empenhados contra a indiferença desdenhosa, contra a imbecilidade crassa e a ingratidão atroz, justamente daqueles que, sem o seu espírito empreendedor, andariam famintos e sem lar.
Dar-se-á o caso de eu ter pintado a situação em cores demasiado carregadas? Pode ser que sim; mas, quando todo mundo se apraz em divagações quero lançar uma palavra de simpatia ao homem que imprime êxito a um empreendimento, ao homem que, a despeito de uma porção de impecilhos, sabe dirigir e coordenar os esforços de outros e que, após o triunfo, talvez verifique que nada ganhou; nada, salvo a sua mera subsistência.
Também eu carreguei marmitas e trabalhei como jornaleiro, como, também tenho sido patrão. Sei portanto, que alguma cousa se pode dizer de ambos os lados.
Não há excelência na pobreza de per si; farrapos não servem de recomendação. Nem todos os patrões são gananciosos e tiranos, da mesma forma que nem todos os pobres são virtuosos.
Todas as minhas simpatias pertencem ao homem que trabalha conscienciosamente, quer o patrão esteja, quer não. E o homem que, ao lhe ser confiada uma carta para Garcia, tranquilamente toma a missiva, sem fazer perguntas idiotas, e sem a intenção oculta de jogá-la na primeira sarjeta que encontrar, ou praticar qualquer outro feito que não seja entregá-la ao destinatário, esse homem nunca, fica “encostado” nem tem que se declarar em greve para, forçar um aumento de ordenado.
A civilização busca ansiosa, insistentemente, homem nestas condições. Tudo que um tal homem pedir, ser-lhe-á de conceder. Precisa-se dele em cada cidade, em cada vila, em cada lugarejo, em cada escritório, em cada oficina, em cada loja, fábrica ou venda. O grito do mundo inteiro praticamente se resume nisso: Precisa-se, e precisa-se com urgência de um homem capaz de levar uma mensagem a Garcia.

Aproveite e leia a carta do autor, escrita em 1 de dezembro de 1913, sobre a repercussão do seu escrito, que no momento de criação tinha pouca pretensão:
Esta insignificância literária, UMA MENSAGEM A GARCIA, escrevi-a uma noite, depois do jantar, em uma hora. Foi a 22 de fevereiro de 1899, aniversário natalício de Washington, e o número de março da nossa revista “Philistine” estava prestes a entrar no prelo. Encontrava-me com disposição de escrever, e o artigo brotou espontâneo do meu coração, redigido, como foi, depois de um dia afanoso, durante o qual tinha procurado convencer alguns moradores um tanto renitentes do lugar, que deviam sair do estado comatoso em que se compraziam, esforçando-se por incutir-lhes radioatividade.
A idéia original, entretanto, veio-me de um pequeno argumento ventilado pelo meu filho Bert, ao tomarmos café, quando ele procurou sustentar ter sido Rowan o verdadeiro herói da Guerra de Cuba. Rowan pôs-se a caminho só e deu conta do recado – levou a mensagem a Garcia. Qual centelha luminosa, a idéia assenhoreou-se de minha mente. É verdade, disse comigo mesmo, o rapaz tem toda a razão, o herói é aquele que dá conta do recado que leva a mensagem a Garcia.
Levantei-me da mesa e escrevi “Uma mensagem a Garcia” de uma assentada. Entretanto liguei tão pouca importância a este artigo, que até foi publicado na Revista sem qualquer título. Pouco depois da edição ter saído do prelo, começaram a afluir pedidos para exemplares adicionais do número de Março do “Philistine”: uma dúzia, cinquenta, cem, e quando a American News Company encomendou mais mil exemplares, perguntei a um dos meus empregados qual o artigo que havia levantado o pó cósmico.
- Esse de Garcia – retrucou-me ele.
No dia seguinte chegou um telegrama de George H. Daniels, da Estrada de Ferro Central de Nova York, dizendo: “Indique preço para cem mil exemplares do artigo sobre Rowan, sob forma folheto, com anúncios estrada de ferro no verso. Diga também até quando pode fazer entrega “.
Respondi indicando o preço, e acrescentando que podia entregar os folhetos dali a dois anos. Dispúnhamos de facilidades restritas e cem mil folhetos afiguravam-se-nos um empreendimento de monta.
O resultado foi que autorizei o Sr. Daniels a reproduzir o artigo conforme lhe aprouvesse. Fê-lo então em forma de folhetos, e distribuiu-os em tal profusão que, duas ou três edições de meio milhão se esgotaram rapidamente. Além disso, foi o artigo reproduzido em mais de duzentas revistas e jornais. Tem sido traduzido, por assim dizer, em todas as línguas faladas.
Aconteceu que, justamente quando o Sr. Daniels estava fazendo a distribuição da Mensagem a Garcia, o Príncipe Hilakoff, Diretor das Estradas de Ferro Russas, se encontrava neste país. Era hóspede da Estrada de Ferro Central de Nova York, percorrendo todo o país acompanhando o Sr. Daniels. O príncipe viu o folheto, que o interessou, mais pelo fato de ser o próprio Sr. Daniels quem o estava distribuindo em tão grande quantidade, que propriamente por qualquer outro motivo.
Como quer que seja, quando o príncipe regressou à sua Pátria mandou traduzir o folheto para o russo e entregar um exemplar a cada empregado de estrada de ferro na Rússia. O breve trecho foi imitado por outros países; da Rússia o artigo passou para a Alemanha, França, Turquia, Hindustão e China. Durante a guerra entre Rússia e o Japão, foi entregue um exemplar da “Mensagem a Garcia” a cada soldado russo que se destinava ao front.
Os japoneses, ao encontrar os livrinhos em poder dos prisioneiros russos, chegaram à conclusão que havia de ser cousa boa, e não tardaram em vertê-lo para o japonês. Por ordem do Mikado foi distribuído um exemplar a cada empregado, civil ou militar do Governo Japonês.

9 de junho de 2011

Fotos do sat chakra e do sádhana com o Maestro Edgardo

Confira as fotos dos eventos da semana passada!

Sat chakra do dia 1º de junho:



Para ver mais fotos do sat chakra acesse o nosso álbum público no Facebook.


Sádhana com o Maestro Edgardo, no dia 4 de junho:




Para ver mais fotos do curso acesse o nosso álbum público no Facebook.

6 de maio de 2011

Você sabe o que é gurusêvá?


O que adianta ser um aluno exímio em ásanas, fazer belíssimas coreografias se você não estiver integrado por inteiro com as características do método? A prática de gurusêvá é parte destas características. O aluno que entende isso e rapidamente se torna um gurusêvin (1) é quem mais se desenvolve em Nossa Cultura, mais do que aquele que só se dedica a práticas técnicas.
Uma das características do SwáSthya Yôga é o público identificado. As qualidades de um swástha (2) são: humildade, senso de hierarquia, disciplina, capacidade de relacionamento interpessoal, boa imagem, boa aparência, ótima educação, tratamento refinado, excelente nível cultural etc.(3)
Para estas pessoas o gurusêvá é parte do aprendizado. É algo que elas podem desfrutar tanto devido à satisfação interna quanto pela alegria externa promovidas. Quando o gurusêvin chega mais cedo e prepara o chai, por exemplo, mesmo aquela ação sendo desinteressada, ele agrada àqueles que desfrutarão diretamente daquela gentileza. Isso agrega capacidade de sensibilidade e observação ao indivíduo, e lhe releva uma série de descobrimentos que vão aprofundar sua experiência de vida e aprendizado, gerando assim forte alegria interior.
Parte dessa capacidade adquirida se reflete diretamente, contribuindo positivamente para o relacionamento interpessoal. No texto Libelo pela Compreensão – Nossa Cultura Só Existe Com Bom Relacionamento Humano, DeRose, evidencia como a sensibilidade no relacionamento humano é valorizada e fundamental na formação do swástha.

(1) Gurusêvin designa a pessoa que pratica gurusêvá, no masculino. No feminino: gurusêviní.
(2) Praticante de SwáSthya.
(3) DE BONA, Rodrigo, A Parábola do Croissant, Uni-Yôga, 2a edição, 2007, página 57.

4 de maio de 2011

Se o inferno está cheio de boas intenções, o paraíso também está !!


Uma das características do SwáSthya fala textualmente sobre "Lealdade Inquebrantável", em outras palavras, não é descartável, e não tem muitas interpretações além da principal: ser leal aos seus colegas, e à Escola que escolheu frequentar.
Ser fiel a si mesmo, não fazendo promessas vazias, como:
"Segunda-feira inicio minha dieta !"
"Agora paro de fumar !"
"Vou começar meu próprio negócio !"

Mas, se escolheu um significado, uma intenção maior, então trará as mudanças nos próprios valores pessoais, desencadeando o potencial para quebrar paradigmas, se tornando capaz de mudar o rumo de uma vida, através destas mesmas afirmações iniciais:
"Segunda-feira inicio minha dieta !"
"Agora paro de fumar !"
"Vou começar meu próprio negócio !"
Se acolheu uma idéia, um projeto, uma filosofia, com o qual se identificou, seja fiel aos mesmos, ouça a experiência dos mais antigos, e não corra o risco de ser um eterno "buscador". 
Não desperdiçe seu bem mais precioso (o tempo), e caso você tenha se encontrado nas diversas propostas da nossa cultura (incremento de qualidade de vida, melhoria nas relações humanas, entre outras), poderá seguir conosco, percebendo que não está mais sozinho, uma vez que existem outras pessoas que pensam da mesma forma, e elas estão por aqui !
Leia: "Quando é preciso ser forte", do Comendador DeRose

27 de abril de 2011

Regras e mais regras !?

Somos de linhagem tântrica (*), ou seja, adotamos um padrão comportamental cujas principais características são: matriarcal, sensorial e desrepressora.

Isto significa anarquia instaurada, nas escolas ?
Lógico que não ! Uma vez que temos um forte senso hierárquico, com vários níveis de distinção, valorizando sempre a experiência e conhecimento dos mais antigos.

Significa que as técnicas são executadas a esmo ?
Também, não ! Pois uma das principais características do Método é a codificação das regras gerais de execução, possibilitando algo que era muito escasso há algumas décadas atrás: Autonomia, auto-suficiência, para todos aqueles que praticam nosso método. Em outras palavras, nossos alunos sabem qual fase da respiração executar, durante as técnicas corporais, como se posicionar, para permitir o melhor ângulo de visão (para o próprio instrutor, ou numa demonstração), dentro dos limites de cada um, esforçando-se sem forçar... Apenas para citar algumas !

Tantra, pode ser traduzido como trama de tecido, ou "regulado por um regra geral", o que faz muito sentido para nosso trabalho.

Podemos ter hierarquia e regras, mantendo um ambiente descontraído, que valorize a camaradagem, sem imposições, sem doutrinação, pois as regras estão lá, não por um mero capricho, mas como trilhos de uma ferrovia, que se extende por muitos e muitos quilômetros, e que um dia, conduzirão o praticante à meta.

Duvida ? Então venha praticar e conhecer nosso trabalho !! :)



(*) preferimos o termo shakta, mas para este texto, a outra denominação é mais explicativa

Para saber mais, leia: "Yôga, Sámkhya e Tantra", do escritor Sérgio Santos

25 de abril de 2011

Uma semana cheia de atividades

Depois de uma semana mais curta pelas festividades da Páscoa, eis que retomamos as nossas fantásticas práticas e apresentamos um final de semana cheio de atividades.

Esta sexta-feira começamos às 16h30 com mais uma aula de Prática Básica.
Ministrada pelo próprio Mestre DeRose, esta prática é a primeira aula gravada da história do Yôga!
Venha aprender todas as suas técnicas e assim poder praticar sempre que desejar com as instruções do seu mestre!





Ás 19h, segue-se um fantástico Treino de Coreografia, com a Instrutora Bia, que promete ser bem intenso! Verdadeiramente imperdível!!

Mas o dia não termina aqui...
Ás 21h temos mais um serão de Cine na Alameda Campinas!
O filme escolhido é absolutamente tocante e transformador: The Human Experience.

The Human Experience é um documentário dirigido por Charles Kinnane que conta a história de dois irmãos que decidem viajar pelo mundo em busca de respostas a grandes questões como: Quem sou eu? Quem é o Homem? Porque estamos em busca de um significado para tudo?
A sua jornada irá levá-los a viver com os sem abrigo em Nova Iorque, a partilhar os dias com orfãos e crianças portadoras de deficiências no Peru, a mergulhar nas florestas do Gana e na vida de leprosos abandonados. O que estes irmãos descobrem irá mudar as suas vidas para sempre...
Através de diálogos e encontros, estes irmãos descobrirão a beleza do Homem e a resiliência do espírito humano!

Assista aqui ao trailer:



Confirme a sua presença junto do seu instrutor!!!


E Sábado teremos ainda mais atividades:

às 10h - aula de reposição
às 11h - Técnica Corporal
às 12h30 - Mantra e Meditação!!!

Uma semana realmente incrível preparada especialmente para você! Participe!!!